Projetando redes sociais baseado no comportamento humano

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O pesquisador Paul Adams da Google apresenta dicas de como projetar sistemas web com foco social e comportamental.

Baseado na incoerência comportamental entre vida offline e vida online, Adams sugere o desenvolvimento do projeto centrado em relacionamentos e comportamento.

Constatação: A forma como as pessoas se conectam na vida real tem sido diferente daquela que está acontecendo nos sistemas online de redes sociais.

Ele contextualiza de forma bastante clara e humorada apresentando grupos sociais na web. E, resumidamente, começa assim:

– No facebook temos amigos.
– Na vida real temos grupos de relacionamentos que poderiam ser descritos como: – colegas do trabalho- família- universidade- clube de volei.
– No facebook temos “amigos”.

É comum a impossibilidade ou dificuldade de realizar configurações (como criação de grupos, denominações e organição das relações interpessoais) nos grupos de relacionamentos criados nos sistemas web de redes sociais. Este aspecto é incompatível com o comportamento humano na vida offline onde naturalmente criamos grupos de relacionamento associados ao contexto pessoal e particular de cada pessoa.

Na pesquisa feita por Adams foram analisadas as relações pessoais de várias pessoas. Elas tiveram que nomear seus amigos e criar grupos de relacionamento entre eles.

– 342 grupos devidamente identificados
– Apenas 12% (43) continham a palavra “… amigos”
– Apenas 3% tinham o nome único “amigos”
– 85% dos grupos não continham a palavra “amigos”

Conclusão: Nem todos no nosso círculo de relacionamento são amigos. Não utilizaríamos a palavra “amigo” para descrever muitas pessoas adicionadas no nosso facebook.

Além disso os grupos de relacionamento podem ser divididos em dois subgrupos: pessoas que representam relacionamentos fortes (possivelmente os verdadeiros amigos) e pessoas que representam relacionamentos fracos (strong and weak ties). Adams menciona ainda  relacionamentos temporários  – pessoas com quem cruzamos de forma breve e que nos influenciaram ou sofreram alguma influência comportamental.

A pesquisa mostra que as pessoas possuem múltiplos e independentes grupos de amigos fora da web. Baseado nisso Adams sugere que as interações sociais na web deveriam seguir o mesmo padrão de comportamento da vida real.

Uma leitura agradável e repleta de informações interessantes para curiosos, profissionais ou pesquisadores de IHC. Ele fala de tudo um pouco e sempre com muita coerência, contexto e justificativa. Você vai ver projeto de interação, social web, persuasão, confiança, influência, comportamento, emoção, privacidade e, mais importante, experiência do usuário no desenvolvimento de sistemas web. Boa leitura.

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